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Laudo NR-13 do compressor de ar: o que a norma pede do reservatório

O laudo NR-13 do compressor é o relatório de inspeção de segurança do reservatório de ar, que a norma trata como vaso de pressão. A conta P×V, os exames e o teste da válvula de segurança saem no mesmo relatório, assinado por PLH.

O laudo é assinado por engenheiro registrado no CREA, como PLH, com ART.

Compressor precisa de laudo NR-13?

Precisa quando o reservatório de ar, que a NR-13 trata como vaso de pressão, tem P×V acima de 8, com P em kPa e V em m³.

Precisa quando o reservatório de ar passa do limite da norma. Na inspeção NR-13, o compressor entra pelo reservatório, que é um vaso de pressão. A NR-13 se aplica ao vaso cujo produto P×V passa de 8, com P igual à pressão máxima de operação em kPa e V igual ao volume interno em m³.

O limite é baixo. Exemplo: 10 litros a 800 kPa dão exatamente 8, e o reservatório ainda fica fora; com um pouco mais de volume ou de pressão, ele entra. Já 200 litros (0,2 m³) a 1.000 kPa dão P×V de 200. O relatório traz essa conta escrita, com os valores usados.

Alguns casos ficam fora da norma, como o vaso com diâmetro interno abaixo de 150 mm. Na dúvida, o PLH decide com o equipamento à vista e registra o motivo. Fora da NR-13, o reservatório continua precisando de inspeção e manutenção acompanhadas por responsável técnico.

Qual NR fala sobre compressor de ar?

A NR-13, de caldeiras, vasos de pressão, tubulações e tanques: o reservatório de ar entra nela como vaso de pressão. Como máquina, o compressor segue também a NR-12.

A NR-13, que trata de caldeiras, vasos de pressão, tubulações e tanques. O reservatório de ar entra como vaso de pressão, com a válvula de segurança e o manômetro montados nele. Quem pede o laudo de compressor de ar está pedindo o relatório dessa inspeção.

Como máquina, o compressor segue também a NR-12, de segurança em máquinas e equipamentos, que cobre, por exemplo, a proteção da correia e da polia. Essa adequação fica fora do laudo NR-13.

O que a norma pede do reservatório

O reservatório enquadrado precisa de válvula de segurança com pressão de abertura igual ou inferior à PMTA, de um instrumento que indique a pressão de operação, de placa de identificação e da categoria marcada em lugar visível.

Ar comprimido é fluido de classe C. Cruzada com o P×V calculado em MPa, a classe dá a categoria do vaso. Exemplo: 300 litros a 0,9 MPa dão 0,27, grupo 5, categoria V. O reservatório só chega à categoria IV com P×V a partir de 1, como 1.000 litros a 1 MPa. A categoria fixa o prazo máximo dos exames externo e interno.

O laudo do vaso cita o número do relatório de inspeção e teste da válvula de segurança. Fazemos a calibração de válvula de segurança na mesma contratação, e esse número entra no laudo. O teto de prazo do teste está no guia de periodicidade de calibração de válvula de segurança.

O manômetro do reservatório pode ser calibrado na mesma visita, na bancada da sede ou na sua planta: calibração de manômetro.

A planta mantém estes documentos do reservatório:

  • Prontuário, com os dados de projeto e fabricação
  • Registro de segurança
  • Projeto de alteração ou reparo, quando houver
  • Relatórios de inspeção de segurança
  • Relatórios de inspeção e teste da válvula de segurança

Laudo de compressor odontológico segue a mesma regra?

Segue: o reservatório de consultório é pequeno, mas a NR-13 aplica a mesma conta P×V, e 30 litros a 800 kPa já dão 24, acima de 8.

Segue. O reservatório de consultório é pequeno, mas a NR-13 aplica a ele a mesma conta P×V. Exemplo: 30 litros a 800 kPa dão 24, acima de 8, e o reservatório entra na norma com as mesmas exigências.

Para tirar a dúvida, envie pelo WhatsApp a foto da placa e a pressão em que o compressor desliga. Fazemos a conta P×V com esses dados e informamos o resultado. Se o caso cair numa exclusão da norma, quem decide é o PLH.

E se o reservatório não tiver prontuário?

O prontuário precisa ser reconstituído, situação comum em compressor comprado usado. Sem a memória de cálculo, a PMTA gravada na placa fica sem a base que a norma exige, e é ela que limita o ajuste da válvula de segurança. Antes de contratar a reconstituição de prontuário, vale pedir segunda via ao fabricante, com o número de série da placa.

Como o serviço acontece

  1. Dados do reservatório

    Você envia a foto da placa, o volume, a pressão máxima de operação e a documentação que existe. Fazemos a conta P×V antes da proposta.

  2. Conferência na planta

    A equipe confere placa, categoria, prontuário, último relatório e a instalação da válvula de segurança e do manômetro.

  3. Exames externo e interno

    O exame externo pode ser feito com o compressor operando. O interno pede o reservatório parado e despressurizado. Sem boca de visita, o PLH define o método, e o relatório o registra.

  4. Válvula e manômetro

    A equipe retira a válvula de segurança para teste ou, quando ela não admite reparo, indica a troca. Se estiver no pedido, calibra o manômetro.

  5. Relatório e registro

    O PLH assina o relatório com parecer conclusivo, recomendações e data da próxima inspeção, e anota a inspeção no registro de segurança. O serviço sai com ART.

O que você recebe

No fim do serviço

Como conferir

Consulte a ART e o registro do engenheiro que assina no site do CREA. Confira se o número citado no laudo bate com o do relatório de inspeção e teste da válvula, e se a conta P×V do laudo mostra o volume e a pressão máxima de operação usados.

  • Laudo NR-13 (relatório de inspeção de segurança) assinado pelo PLH, com parecer conclusivo e data da próxima inspeção
  • Enquadramento e categoria do reservatório, com a conta P×V
  • Fotos do que foi encontrado e recomendações por prioridade
  • Relatório de inspeção e teste da válvula de segurança
  • Relatório de calibração do manômetro, com padrão usado, identificação e incerteza, quando contratado
  • Inspeção anotada no registro de segurança
  • ART do serviço

Perguntas frequentes

Quem pode fazer o laudo NR-13 do compressor?

Um Profissional Legalmente Habilitado (PLH): engenheiro com competência legal para inspeção de vasos de pressão, que assina o relatório com nome e registro no conselho. No nosso laudo, o PLH assina e o serviço sai com ART.

Compressor novo precisa de laudo NR-13?

Em regra, sim: a inspeção inicial acontece no local definitivo, antes de operar. Só fica dispensado o reservatório de categoria IV ou V fabricado em série, com certificação de produto emitida por organismo acreditado pelo Inmetro e instalado como o fabricante manda. A periódica conta da instalação anotada no registro.

Qual a validade do laudo NR-13 do compressor?

O laudo traz a data da próxima inspeção. Sem Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos (SPIE), o prazo máximo na categoria V é de 5 anos para o exame externo e 10 para o interno; na IV, 4 e 8. O PLH pode encurtar.

Preciso parar o compressor para a inspeção?

O exame externo pode ser feito com o reservatório em operação. O exame interno e a retirada da válvula de segurança pedem, em regra, o reservatório parado e despressurizado. A data da parada é definida com você antes da visita.

Tenho vários compressores. Dá para fazer todos na mesma visita?

Sim. Envie a lista com volume, pressão e local de cada reservatório. Exame, teste das válvulas e calibração dos manômetros entram na mesma janela de parada, quando o processo permitir.

Mande a foto da placa do reservatório.

A proposta diz o que entra, o que fica de fora e quem assina. Se algo precisar mudar durante o serviço, você aprova antes.